Literatura Nômade é um projeto/processo experimental e interdependente colocado em percurso pela escritora Paloma Klisys. Trata-se de um projeto/processo transdiciplinar de co-criação que está em contato/contágio direto com membros de coletivos e público aleatório em trânsito pelos caminhos, em movimentos entre mundinhos a fora – dentro/fora, antropofagizando anônimos, ilustres e versa e vice. A proposta é incitar seja quem for, onde for, de maneira lúdica e informal, a se tornarem co-autores de uma obra coletiva a ser tecida em pleno movimento.

Literatura Nômade é uma proposta que provoca a produção coletiva de uma escrita diretamente real, estranhamente polívoca e não linearizada, uma escrita transcursiva e não discursiva. O estilo é a ausência de um estilo específico, fechado. É um investimento criativo em momentos em que a linguagem não mais se define pelo que diz, ainda menos pelo que a torna significante, mas por aquilo que ela faz escorrer, fluir e explodir – o desejo.

A proposta da Literatura Nômade é se valer da exploração das possibilidades literárias, poéticas, sonoras, teatrais, plásticas, gráficas, radiofônicas, cinematográficas, internetísticas – fundir-se com elementos tecnológicos e/ou rupestres – um processo e não uma meta.

Uma aposta na Arte como experimentação, tendo a Literatura como mote e o Livro como plataforma inicial de registro/expressão, a disparar fluxos de interconexões com outras linguagens, transitando pela diversidade de contextos levando em consideração suas cargas históricas/mutantes/plurais.

Literatura Nômade quer interagir, provocar, brincar, transpassar, constituir enredos, mesmo que delirantes – máquina literária exposta às multiplicidades desejantes. Literatura Nômade torna-se uma cartografia antropófaga à medida em que o processo criativo explora as possibilidades de contato/contágio entre os co-autores. Cartografia das subjetividades através do exercício dos devires simultaneamente singulares e heterogêneos.

Literatura Nômade propõe-se a deslocar-se constantemente em busca de novas paisagens. Uma literatura “errante” e atenta. Provocações ao exercício de utilizarmos a imaginação como instrumentos que carregam em si a magia do poder de conexão ao infinito em todos os sentidos e em todas as direções.

O projeto/processo é um modo de constituir, através da produção artística, um Território Existencial coletivo. Paraciesia (gravidez extra-uterina) concebida como um espaço de intercâmbio que fomenta o processo de criação como uma apropriação coletiva.

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